Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, milhões de brasileiros ainda não conseguiram reunir toda a documentação necessária. O alerta dos especialistas é direto: esperar pode sair caro.
“No Imposto de Renda, o atraso custa mais caro do que a pressa”, afirma Renato de Andrade Bento.
Segundo a Receita Federal do Brasil, quem perde o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, além de ter o CPF classificado como irregular.
Entregar incompleto é melhor do que não declarar:
A recomendação é enviar a declaração com os dados disponíveis e corrigir posteriormente.
“Declaração incompleta não é problema; problema é não declarar”, diz Renato de Andrade Bento. “A retificação é uma segunda chance. Já a multa por atraso não tem volta.”
Declaração pré-preenchida pode destravar o envio:
Para quem ainda está sem documentos, a declaração pré-preenchida pode ser uma solução imediata. A ferramenta reúne automaticamente dados de empresas, bancos e serviços de saúde.
“Hoje, a Receita já sabe muita coisa; o contribuinte só precisa revisar e complementar”, explica o especialista.
Malha fina está ligada ao erro, não à pressa:
O especialista reforça que o envio incompleto não leva automaticamente à malha fina.
“A malha fina não pune quem entrega rápido, mas quem informa errado”, afirma.
Risco real na reta final:
Com o prazo se esgotando, o maior erro é esperar pela documentação perfeita.
“Quem espera tudo organizado pode acabar pagando caro pela demora”, alerta Bento.
Ouça na integra a entrevista:
